Os pais tentam
dar bons exemplos para garantir que seus filhos sejam adultos educados e
felizes. Também se preocupam com as interferências de fora da família, como o
que as crianças aprendem na escola e com os amigos. Um novo estudo reforça,
porém, algo que eles já suspeitavam: a influência dos irmãos é tão importante
quanto à dos pais.
Por conviver nos
mesmos ambientes, os irmãos acabam influenciando em situações do dia a dia,
dizem os pesquisadores da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, que
realizou o estudo. Enquanto os pais transmitem os valores, é com o irmão que
uma criança tem mais chances de aprender, por exemplo, a ser mais popular na
escola. Outra característica relevante é a idade. Caçula, irmão do meio ou
primogênito, tanto faz: todos aprendem uns com os outros. O único problema é
que a influência vale tanto para coisas boas quanto para coisas ruins.
A psicanalista
Silvana Rabello, professora da PUC-SP, diz que essa troca de experiências entre
irmãos é normal e esperada. “Mesmo os que não são amigos, desde que vivam no
mesmo ambiente, influenciam um ao outro”, diz. Para fazer com que a relação
entre eles seja positiva, porém, ela sugere que os pais fiquem sempre atentos
aos possíveis conflitos e busquem ajuda para administrá-los, se for o caso. “Comparações,
por exemplo, só aumentam a rivalidade e o ciúme.”
Mas e os filhos
únicos, ao perder esse tipo de relacionamento, vão ficar para trás? “Obviamente
que não”, diz Silvana. “Do contrário, pessoas com muitos irmãos seriam
obrigatoriamente mais felizes”. Para psicanalista, uma saída é oferecer uma
vida rica em relações humanas, o que significa incentivar as amizades da
criança dentro e fora da família. Pois é assim, como reforça a pesquisa
norte-americana, que aprendemos e crescemos.
Fonte: www.revistacrescer.com.br
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